Cerveja Artesanal – Tudo Sobre as “Cervejas Especiais”

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As cervejas artesanais, chamadas por alguns como cervejas especiais, caíram de vez no gosto dos brasileiros. Aveia, centeio, sorgo, painço e outros cereais têm contribuído, ao longo da história, para a elaboração de cervejas mundo afora. Por outro lado, as cervejas comercializadas a preços mais populares têm cada vez mais a adição de outros grãos, como arroz e milho, em especial no Novo Mundo, Américas e Oriente.

Para que as leveduras (a mais conhecida é a Saccharomyces cerevisae) executem a árdua tarefa de transformar açúcares em álcool (tendo como subprodutos dióxido de carbono — CO, ou gás carbônico — e calor), é preciso que o amido presente nos cereais seja transformado. Esses fungos unicelulares microscópicos não conseguem processar o amido em sua forma original, mesmo ele estando seco e moído. Precisam valer-se do milagre reprodutivo da natureza para conseguir atuar.

Produção de Cerveja Artesanal

O processo de produção da Cerveja Artesanal acontece assim: o malte, componente fundamental da cerveja, é obtido umedecendo-se o cereal, o que propicia condições para que os grãos germinem. A semente umedecida ativa enzimas que transformam o amido em açúcares e aminoácidos — que, por sua vez, permitem a germinação e a reprodução da planta em condições adequadas. Quando esse grão já tem açúcares, mas ainda não é um broto formado, ele é ressecado novamente, ficando à disposição do mestre cervejeiro, agora sob a forma e a denominação de malte, para ser transformado em cerveja. A água é outro componente essencial.

Há não muito tempo, situar a cervejaria perto de uma boa fonte, abundante e de água leve, era imprescindível para a produção contínua de uma bebida de qualidade.

 

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A Cerveja no Brasil

Pela lei brasileira, que classifica a bebida de acordo com a quantidade de malte de cevada que contém em sua formulação, a cerveja deve ter ao menos 50% de cevada entre os cereais que a compõem para ser digna desse nome. Se empregar 100% de malte de cevada para a formação de seu mosto, ela pode ser considerada “Puro Malte”. Mas se, ao contrário, tiver como elemento majoritário um outro cereal (e menos de 50% de cevada), tal informação deve ser indicada no rótulo, como ocorre com as cervejas de trigo Weissbier, em alemão. De toda forma, mesmo as cervejas que indicam ser feitas com outros cereais, devem conter um mínimo de 20% de cevada.

O chope, como é chamada no Brasil a cerveja em barris, é muito popular em todo o mundo. A principal diferença em relação à bebida distribuída em garrafas ou latas é que se trata de um produto de fácil deterioração: não é pasteurizado nem recebe conservantes, estabilizantes ou antioxidantes, como a cerveja. Tudo isso, ou a ausência disso tudo, torna o chope uma bebida mais leve e de mais fácil digestão que a cerveja.

 

Estilos de Cervejas

Quando se pensa em cervejas artesanais, as opções entre marcas e rótulos são quase infinitas. Há cervejas de inúmeros e variados estilos. A classificação mais recente e mais adotada atualmente é a do jornalista britânico Michael Jackson (não é o pop-star), publicada pela primeira vez em 1977, no livro The World Guide to Beer (em tradução livre, O Guia Mundial da Cerveja).

As cervejas se agrupam em três ramos principais, de acordo com o processo de fermentação: o das cervejas do tipo Lager, de baixa fermentação; o das cervejas do tipo Ale, de alta fermentação; e o das cervejas de fermentação espontânea, raras e muito específicas. A partir daí, ingredientes, processos, origem geográfica e características organolépticas (deguslativas) criam subgrupos.

Os diferentes processos de elaboração resultam em diferentes características organolépticas ou degustativas. Há cervejas com mais ou menos álcool, lúpulo, acidez ou açúcar residual, com uma infinidade de cores, sabores e aromas diferentes – e até com adição de frutas e flavonzantes.

 

fontes: BeerHunter, Folha